Transtorno de Ansiedade: entenda um pouco mais



Transtorno de Ansiedade


O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 9,3% dos brasileiros apresentam os sintomas da TAG – Transtorno da Ansiedade Generalizada, número três vezes maior que a média mundial e que deixam o país no topo do ranking de casos registrados. Os responsáveis por isso são os fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades. Afeta tanto a criança quanto o adulto.


Entenda um pouco mais.......


A ansiedade é uma reação natural do ser humano diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É natural sentirmos ansiedade em determinados momentos, como nas horas que antecedem um acontecimento importante, uma entrevista de emprego, uma experiência nova, uma prova, teste, apresentação ou ao expor ideias. Ansiedade é algo bom dentro de um certo limite. Todos nós precisamos dela para evitarmos situações desastrosas, por exemplo quando vamos atravessar a rua precisamos de mais atenção, criamos a expectativa de olhar de um lado para o outro para atravessar a rua com cuidado. A ansiedade promove um certo estágio de defesa contra o perigo.


No entanto, quando esse sentimento é negativo ou paralisante, persiste por longos períodos de tempo e interfere nas atividades do dia a dia, nos sinaliza que algo está errado.


Quando o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa sofrimento e interfere na qualidade de vida, gerando diversos sintomas físicos, além dos emocionais que afetam o desempenho familiar, social e profissional dos indivíduos. Como no exemplo citado acima, se criarmos uma expectativa além do normal para atravessar a rua, podemos ficar com medo e parar, tendo um ataque de pânico. Sendo assim, a ansiedade se torna patológica quando a nossa resposta ao estímulo é exagerada, ou então quando o estímulo é somente suposto e gera grave ansiedade.


Exemplificando......De repente eu me deparo com um animal peçonhento (escorpião) a distância, e minha reação é desmaiar. Isso não é normal! É uma reação anormal ao estímulo. O correto seria eu recuar, ficar atento, me proteger.


Outra situação que pode ocorrer é a ausência de estímulo, por exemplo ela entra dentro do metrô, olha para os lados não vê saída e entra em desespero. Isso também é uma reação anormal! Porque o metrô não causa perigo.


Segundo o Psiquiatra Dr. Aldeniz Leite, a ansiedade é um processo de aprendizagem, que adquirimos nos primórdios do tempo. O medo é um instinto natural.


Exemplificando... quando o homem da caverna saia para caçar, ele se deparava com animais ferozes e perigosos, logo tinha o extinto aguçado que era o medo de passar por aquelas experiências perigosas. Então o medo é algo relacionado ao processo objetivo de perigo.

Trocando em miúdos, eu tenho uma cobra ao meu lado, logo eu tenho medo da cobra, que é um processo objetivo de perigo e não tenho ansiedade. A ansiedade é um estado de expectativa que eu passo a aprender para me desvencilhar de algum estado de perigo eminente, no caso a cobra, logo eu aprendo.


Medo ==> é processo objetivo de perigo eminente/ fenômeno instintivo

Ansiedade ==> é estado de expectativa/aprender a se desvencilhar do perigo eminente

Ansiedade hoje é um mal social


Causas

É uma doença comum, porém não se sabe ao certo o que causa esse transtorno. Acredita-se que esteja relacionado a alguns neurotransmissores que ocorrem naturalmente em nosso cérebro, a exemplo da serotonina, dopamina e norepinefrina. Acredita-se também que um conjunto de fatores possam estar envolvidos nas razões pelas quais um indivíduo possa vir a apresentar a doença, entre eles genética e fatores externos, como o estresse do dia a dia e a qualidade de vida da pessoa.


Os sintomas de distúrbio de ansiedade generalizada podem variar:

Sintomas Psíquicos: estado de angústia e apreensão desmedidas; não se pode medir do ponto de vista clínico

  • Persistência preocupante ou obsessão sobre pequenas ou grandes preocupações que é desproporcional ao impacto do evento;

  • Incapacidade de deixar de lado uma preocupação;

  • Incapacidade para relaxar, inquietação e sensação de estar sufocado;

  • Dificuldade de concentração, ou a sensação de que sua mente “fica em branco”;

  • Preocupação com preocupações excessivas;

  • Dificuldade para tomada de decisões por medo de tomar a decisão errada;

  • Leva cada opção em uma situação para a sua conclusão negativa;

  • Dificuldade em lidar com incerteza ou indecisão.


Sintomas físicos podem incluir:

  • Fadiga;

  • Sudorese;

  • Irritabilidade;

  • Dores de cabeça;

  • Coração acelerado;

  • Ondas de calor e frio;

  • Tremendo, sentindo-se nervoso;

  • Tensão muscular ou dores musculares;

  • Ganho ou perda de peso sem uma razão

  • Náusea, diarreia ou síndrome do intestino irritável.


Quando ocorre uma situação que leva o indivíduo a ter um ataque de transtorno de pânico/transtorno de ansiedade excessivo, ele tem total consciência do que está ocorrendo, porém não consegue controlar. Pode até falar que vai ter a crise, mas não consegue controlar.


Nessa hora o mais certo a fazer é buscar apoio, seja alguém próximo ou auxílio médico, algo que lhe deixe confortável, acolhido. Jamais ficar dizendo para si mesmo que isso não é nada, que é coisa da própria cabeça. Isso não é coisa da sua cabeça, e sim sintomas muito evidentes que causam severa repercussão de ordem global e grande mal-estar. É algo concreto, evidente, real. É uma doença.


Em média um ataque do pânico dura de 20 a 30 minutos e não ultrapassa 1 hora, seu pico ocorre em 10 minutos. Isso ocorre porque é mediado por uma descarga de adrenalina e outras substâncias químicas liberadas no organismo e que tem um tempo determinado de ação no corpo.


Se você apresenta os sintomas que mencionei acima de forma persistente e de difícil controle, é fundamental buscar ajuda profissional para interromper esse processo. A avaliação com um médico será capaz de indicar o tratamento mais qualificado para você. Em alguns casos, é necessária a atuação de uma equipe multidisciplinar como Psiquiatra, Psicologo, Terapeutas Holísticos (Reike) e Profissionais da área da Medicina tradicional Chinesa.


A Medicina tradicional Chinesa dispõe de estratégia própria para tratamento do Transtorno de Ansiedade, que consiste na identificação e avaliação das causas, seguida de um programa terapêutico abrangente, ajustado ao diagnóstico e adequado ao paciente, sem químicos e sem efeitos secundários.

O número de sessões necessárias para o tratamento depende da gravidade dos sintomas e da origem , bem como da resposta do organismo ao programa terapêutico estabelecido no início. Na maior parte dos casos, o paciente obtêm melhorias significativas após a primeira terapia com Acupuntura.


O Terapeuta Reikiano, avalia a energia da pessoa, é observado os excessos e deficiências dessa energia. A partir daí o seu trabalho é o de equilibrar o seu corpo energeticamente. Sabemos que quando a energia se equilibra, tudo melhor o físico, o mental e o emocional.

O Reiki irá ajudar a juntar as peças separadas e isoladas, integrando-as para fazer uma mudança em todos os níveis.


Nós do Espaço Chi, agradecemos sua leitura!

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