AVC - saiba mais sobre sua causa, recuperação e prevenção



As doenças do coração são a primeira causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), responsáveis por cerca de 17,1 milhões de casos anualmente e destes, 5,7 milhões estão relacionados ao AVC (acidente vascular cerebral).

Além do alto número de mortes, é alta a chance do indivíduo que sofreu um AVC, e que não recebeu tratamento a tempo, ficar com sequelas, sendo algumas muito graves.

Quanto mais rápido e preciso for o diagnóstico, mais rápido o tratamento específico pode ser iniciado e mais chances o indivíduo terá de resgatar a sua independência.


Principais Fatores de Risco

  • Hipertensão arterial .:. Pressão alta

  • Diabetes

  • Altas taxas de colesterol

  • Doenças cardíacas

  • obesidade

  • Tabagismo

  • Sedentarismo

  • Estresse

Fibrilação atrial e outras doenças cardíacas


Fibrilação atrial (FA) é uma doença cardíaca pouco diagnosticada e pouco tratada e um dos maiores fatores de risco para o AVC. A FA faz com que os batimentos do coração fiquem descompassados, o que resulta em sangue acumulado (parado) dentro do coração podendo levar a formação de um coágulo. Esses coágulos podem viajar até ao cérebro e obstruir um vaso sanguíneo cerebral causando um AVC grave e, frequentemente, fatal. AVC devido a FA pode ser evitado pelas medicações anticoagulantes. Faça o teste seguindo as orientações da Associação Brasil AVC: http://www.abavc.org.br/

A WSO recomenda que pessoas que sofreram um ataque cardíaco (Infarto do miocárdio), que tenham diagnóstico de uma doença cardíaca ou tenham um ritmo cardíaco irregular devem ser acompanhados regularmente nos serviços de saúde com o objetivo de evitar a ocorrência de um AVC. Procure seu cardiologista!!!!


Principais sintomas

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo

  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo

  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos

  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem

  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente

  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos


Sinais de alerta do AVC


O teste SAMU é uma maneira fácil para que todos possam lembrar e reconhecer os sinais de AVC:

Sorriso – Peça para dar um sorriso. A boca está torta?

Abraço – Pode levantar os dois braços?

Música - Peça para cantar ou falar uma frase. A fala é arrastada? Ele entende o que você diz?

Urgente – Se você identificar qualquer um destes sinais, Urgente ligue SAMU (192), ou vá imediatamente para um hospital preparado para atender casos de AVC.

Pense rápido. Aja rápido. AVC é uma emergência médica!


Tipos de AVC

  • AVC isquêmico: é o mais comum, e ocorre por trombose cerebral ou embolia cerebral, gerando falta de sangue em uma determinada região do cérebro, levando a morte das células por déficit de oxigênio. O dano é grave e pode ser de forma definitiva no cérebro.

  • AVC Hemorrágico: é o mais grave, com maior índice de mortalidade, ocorre por uma inundação se sangue no cérebro, resultado de algum aneurisma, angioma, má formação. Pode causar maiores danos, contudo a longo prazo, o sangue é reabsorvido e as sequêlas podem ser menores, quando diagnósticadas a tempo e de forma adequada, evitando lesões isquêmicas secundárias.


Principais sequelas

  • Dor

  • Espasticidade – contração involuntária dos músculos paralisados

  • Paralisias

  • Déficit Sensitivo - sensação de anestesia parcial ou total do segmento do corpo afetado, acompanhada ou não de dor

  • Distonias – movimento lento involuntário que ocorre em qualquer região do corpo de maneira localizada (focal) ou mesmo generalisada, podendo provocar postura anormal do segmento afetado e estar associado a dor

  • Afasias (se o lado afetado for o esquerdo – centro da linguagem)

  1. De expressão: o indivíduo entende melhor do que fala

  2. De compreensão: o indivíduo tem a fala fluente, mas sem significado e/ou coerência

  3. Mista: a mais comum, o indivíduo apresenta dificuldade de compreensão e de expressão

  • Apraxias (lesão do hemisfério cérebral dominante – dificuldade da fala, perda da capacidade de expressar por gestos e mímicas)

  1. Construtivas: dificuldade de montar um quebra-cabeça

  2. Ideomotora: dificuldade de expressar um gesto – ex.: dar tchau, sinal de silêncio

  3. Posicional/espacial: dificuldade de localização espacial em si e/ou no outro – ex.: direita; esquerda

  • Negligência (pode ocorrer em lesões do hemisfério não-dominante) – falta de percepção da metade afetada do corpo, como se o segmento corporal não lhe pertencesse

  • Agnosia Visual (lesão na parte posterior do cérebro – recepção da visão) – o indivíduo não reconhece objetos visualmente – “ele enxerga mais não vê” – podendo ter dificuldades em reconhecer rostos

  • Lesões no tronco cerebral (lesões graves) – a capacidade mental é intacta, porem apresenta grave incoordenação motora e saliva em excesso. Pode ocorrer nos dois lados do corpo e apresentar déficit associados como, estrabismo, paralisia facial, desequilíbrio, disfagia ou dificuldade para engolir – o caso mais grave é conhecido com síndrome do encarceramento – tema abordado no lindo e comovente filme O escafrando e a Borboleta, do diretor Julian Schnabel

  • Alterações comportamentais (lesão na parte frontal do cérebro) – pode ocorrer quadro de apatia ou agitação, falta de iniciativa, perder o apetite, e a vontade de beber água,

  • Depressão


Diagnóstico preciso: tratamento adequado


É muito importante fazer um diagnóstico preciso e detalhado das sequelas do AVC para que o prognóstico seja o mais assertivo possível.

O cérebro nunca para de tentar encontrar novos caminhos de recuperação. As células que foram atingidas e morreram não se recuperam, mas as que ficam próximas da área lesionada, conhecidas por zona de penumbra, podem ser recuperadas pelo menos parcialmente com o tratamento.

O tratamento de reabilitação do AVC deve ter início precoce e ser conduzido por um médico neurologista, que fará o diagnóstico e o prognóstico das incapacidades. Dependendo do quadro do paciente, poderão ser acionados membros da equipe multiprofissional e juntos farão o planejamento das terapias – fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, neuropsicologia, enfermagem de reabilitação, nutricionista, ortopedista – somadas a equipamentos de alta tecnologia.

A Fisioterapia atua na reabilitação do indivíduo em duas frentes: treinando o paciente para sua independência, com o potencial de funcionalidade que ele apresenta, e estimulando mecanismos de neuroplasticidade, através de estímulos que serão levados a zona de penumbra, na tentativa de recuperar e devolver a função perdida.


Prevenção

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.


Espaço Chi – Energia Vital

Visando a qualidade na vida do indivíduo com sequêla de AVC, o Espaço Chi – Energia vital, atua de forma holística na recuperação do paciente através da Fisioterapia Funcional, um programa de exercícios elaborados para serem realizados de forma alegre e prazerosa, após o tratamento fisioterapêutico tradicional no intuito de promover atividades físicas aeróbicas, treino de flexibilidade e relaxamento regulares, e assim interferir no tempo de reação funcional, no controle da taxa de colesterol, na hipertensão arterial, no controle da diabetes, acabando com o sedentarismo, a obesidade e o estresse.




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